
Ontem assisti “O Casamento de Romeu e Julieta” e tô começando a pensar em boicotar qualquer filme que tenha a palavra casamento no título. Bom, pelo menos as comédias românticas, inclusive porque nenhum outro gênero no cinema atual carece de tanta revisão. Não quero parecer rígida demais com este produto brasileiro, então direi apenas que “Caos”, quero dizer, “Casamento”, não tem um só fotograma que se salve. Não seria justo afirmar que este é o pior filme nacional do ano porque, afinal, estamos em 2005, mas ele talvez mereça o troféu de pior filme nacional da década (e não por falta de fortes concorrentes). É sem graça, sem ritmo, sem a mínima importância. E é sobre futebol, sim (o marketing anda clamando que não é, pra convocar o público feminino). A Luana Piovani, que já teve um papel muito melhor em “O Homem que Copiava”, faz uma palmeirense que se apaixona pelo corinthiano roxo Marco Ricca, outro que já viveu dias mais felizes em sua carreira cinematográfica (vide “O Invasor”). Corinthiano é com h?
Mas como tudo tem seu lado positivo, dá pra salvar um poeminha no final que é assim:
"ASSIM QUE O AMOR ENTROU NO MEIO,
O MEIO VIROU AMOR.
O FOGO SE DERRETEU,
O GELO INCENDIOU...
E A BRISA QUE ERA UM TUFÃO,
DEPOIS QUE O MAR DERRAMOU,
DEPOIS QUE A CASA CAIU,
O VENTO DA PAZ SOPROU!"




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