Você já olhou pra sua assinatura e achou que aquilo não era mais você?
De uns tempos pra cá, ando empacando na hora de firmar meu nome. Bate uma rejeição e simplesmente esqueço como se faz. Aquelo jesto mecânico que repito há anos, por ser mecânico, quando pensado não sai. Eu que atravessei a crise do 12 e a virada dos 20, agora quando tudo está mais tranquilo, me bate uma crise ortográfica, francamente...
Meu "E", foi copiado de minha mãe, porque eu achava lindo o rebuscamento da primeira volta. Minha assinatura é estranha e pouco tem a ver comigo, assim como a de minha mãe, que foi estudada em colégio de freiras perfeccionistas, possivelmente nada tinha a ver com a adulta em que havia se transformado qdo reslvi imitá-la. A gente cria uma marca lá pelos 14, e vai carregando-a, intacta pela vida, até morrer. Mas, por quê? Se mudo de cara, de corpo, até mesmo de estõmago, convicções e ideais, se eu amadureço, por que minha assinatura tem de se manter infantilizada?
Você que um dia caprichou nas voltas de seu nome e sobrenome, e agora é um sujeito prático, jogue três letrinhas no papel e sinta-se muito bem representado1
Você que evoluiu, virou um mulheraço e não se reconhece naquela forma do primario, vista-se de atitude e simplesmente troque o look. Juro que é indolor. ASSINATURA NÃO É TATUAGEM - é só passar a borracha e reinventar. Não custa nada, não deixa cicatrizes e pode ser libertador.